18 de Dez de 2017
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Por: Igor
01 de Dez de 2017
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Do ponto de vista objetivo, da chamada “efetividade da Justiça”, a situação do ex-governador Téo Vilela é pior do que a do senador Renan Calheiros – também apontado nas delações da Odebrecht, sobre corrupção nas obras do  Canal do Sertão.

(Biu de Lira está denunciado, mas na Lava-Jato, e responde por outras acusações, que não esta.)

A questão é clara: Vilela não tem foro privilegiado e vai responder à Justiça do primeiro grau, onde as coisas “acontecem”.

O STF, sabe-se, funciona na Terra do Nunca.

Ainda que todos nós saibamos que ninguém dessa seara ficará proibido de disputar o pleito do próximo ano, pela Lei da Ficha Limpa, o estrago político-eleitoral para o tucano já está feito.

O pior é que a manutenção da candidatura dele ao Senado pode funcionar como uma âncora para o prefeito Rui Palmeira – e outros nomes do PSDB -, se este entrar na disputa pelo governo do Estado.

Aliás, Vilela disse recentemente que não precisaria de um mandato parlamentar para se defender do inquérito em curso – foi antes da Operação Caríbdis.

Desistir ou não é uma decisão pessoal, dele, mas pode influenciar na decisão futura, por exemplo, do prefeito de Maceió.

Ora direis: mas Renan pai igualmente é alvo de inquérito no STF – junto com o Filho – também pelo Canal do Sertão (foi em março, no mesmo pacote de delação). Ele não puxaria para baixo a recandidatura do governador?

Há de se ressaltar: na delação da Odebrecht, o nome de Renan Filho é citado só na negociação que a empreiteira teria feito com o pai – um personagem que frequenta este noticiário nada virtuoso há mais de uma década.

O estrago que Calheiros faz – ou haveria de fazer – na carreira do Filho está escrito nas próprias pesquisas do DataRenan.

O prejuízo já está contabilizado – e é coisa de família.

No caso de Vilela e das eventuais candidaturas majoritárias do tucanato local, esta situação ainda não está precificada, eleitoralmente.

Ou seja: o risco de contágio é grande.

 

Ricardo Mota, TNH1


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