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22 de Jan de 2018
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Por: Igor
21 de Dez de 2017
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O tenente-coronel Pantaleão, que se envolveu em uma briga com o deputado Antônio Albuquerque no final de novembro, teve o destino que se imaginava: perdeu o comando do 2º Batalhão da PM, com sede em União dos Palmares.

O caso é constrangedor, mas pode servir de lição para policiais – civis e militares – que se envolvem com autoridades políticas no “mais pobre entre os pobres”.

A história de Alagoas está prenhe de exemplos os mais diversos.

Em 26 de novembro, o tenente-coronel Herófilo Pantaleão Ferro registrou um boletim de ocorrência na delegacia de Taquarana contra o parlamentar, que segundo ele, teria dado uma tapa em seu rosto após breve discussão, em Belém.

O episódio ocorreu em uma festa na fazenda da prefeita da cidade, de quem ambos – o oficial e o deputado – seriam “amigos”.

Na narrativa do coronel Pantaleão, ele teria revidado o tabefe e só saiu da propriedade com a escolta do Bope, que foi chamado ao local.

O deputado Antônio Albuquerque afirmou à imprensa que o militar havia se confundido por causa da “embriaguez”.

Em portaria publicada ontem pelo comando da PM – coronel Marcos Sampaio -, o oficial “amigo” de AA foi transferido para o setor de informática, também conhecido entre os militares como “sala do castigo”.

A história é emblemática, já disse nesse espaço, para mostrar as consequências que podem trazer as relações de “amizade” entre policiais e políticos em Alagoas.

Sabemos até que poderia ser pior – ainda bem que não foi.

Mas fica a lição para toda a corporação: cada um no seu lugar – a mistura pode ser explosiva, já nos conta fartamente a história de Alagoas.

 

Ricardo Mota, TNH1


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