18 de Nov de 2017
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Seguranças da parlamentar agrediram a equipe de reportagem da TV Gazeta na tentativa de impedir o trabalho dos jornalistas.

Por: Igor
26 de Out de 2017
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Polícia Federal indiciou a deputada estadual Thaíse Guedes (PMDB) por suspeita de participação em um esquema criminoso que desviou mais de R$ 15 milhões recursos da Assembleia Legislativa de Alagoas. Ela foi indiciada após investigações da Operação Sururugate, deflagrada em março deste ano.

De acordo com o superintendente da PF, Bernado Gonçalves, Thaíse Guedes vai responder 25 vezes pelo crime de peculato, que corresponde aos salários recebidos indevidamente pelos servidores.

O crime é caracterizado pela apropriação por parte de funcionário público de bem ou vantagem em função do cargo que ocupa. A pena prevista é de 2 a 12 anos.
A deputada prestou depoimento na noite de quarta-feira (25) na sede da Polícia Federal, em Jaraguá. Seguranças da parlamentar agrediram a equipe de reportagem da TV Gazeta na tentativa de impedir que os repórteres fizessem imagens da parlamentar deixando o prédio da PF.

A assessoria da deputada disse que a parlamentar lamenta a agressão contra a equipe da TV Gazeta e que tem bastante respeito pelo trabalho da imprensa. A assessoria disse ainda que os homens que agrediram a equipe não são seguranças e que nunca contratou o serviço deles. Informou que eles são assessores e estavam apenas acompanhando a deputada e não tinham qualquer tipo de autorização para essa atitude.

No que diz respeito a seu depoimento, a deputada comunicou que foi prestar esclarecimentos na Superintendência da Polícia Federal espontaneamente e sem intimação. Ela disse que tudo será esclarecido no decorrer da investigação.

Operação Surugate
 
Pelo menos nove deputados e um ex-deputado de Alagoas são investigados pela Polícia Federal por desvio de R$ 150 milhões da Assembleia Legislativa (ALE). Em março deste ano, a operação Surugate em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) apreendeu documentos no Parlamento alagoano.

Segundo a PF, as investigações conjuntas chegaram a um esquema instalado na Assembleia envolvendo fraude na folha de pagamento dos servidores para desviar recursos públicos. Foi descoberto que parte da folha de pagamento era paga para pessoas que não estão cadastradas no Ministério do Trabalho.

A PF afirma que muitos funcionários são fantasmas, que nem sabem que têm o nome na folha de pagamento, e outros têm alguma relação com a ALE, mas recebem apenas parte do salário. Quase todos, entretanto, têm cadastro em programas sociais do governo federal, e isso foi o que levou ao início das investigações.

 

G1 AL


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