21 de Nov de 2017
o-crime-de-batalha-e-o-dia-em-que-renan-calheiros-tentou-imitar-suruagy

Por: Igor
14 de Nov de 2017
1825

A ser verdadeiro o conteúdo da declaração de Bahia Boiadeiro, filha de Neguinho Boiadeiro, vereador assassinado em Batalha na semana passada, o senador Renan Calheiros deve explicações à sociedade alagoana.

A filha do vereador afirmou que dois meses antes do crime, o pai dela teria mantido um contato com Renan Calheiros e feito ''um pacto pela paz'' entre a família Boiadeiros e os Dantas.

O senador teria, segundo a declaração, orientado Neguinho Boiadeiro a ''apaziguar a família'' dele, garantindo que ninguém seria mais morto.

A conversa nos remete ao método de engenharia política de que se jactava o ex-governador Divaldo Suruagy, nas guerras sangrentas entre os coronéis do Sertão – e não só desta região -, que se mantêm até hoje.

É verdade que o entorno dos caciques continuava tombando, mas as vítimas eram gente sem destaque político e social. Os que morriam garantiam a vida dos coronéis, que não se matavam.

Pode-se dizer, sem medo de errar, que este é um dos métodos que nos colocam sempre no atraso social, político e civilizatório.

Calheiros, como disse Ciro Gomes sobre Lula, foi ''brincar de Deus'' – prometendo o que não podia entregar.

Pior ainda: ''esqueceu'' que o Filho dele era governador, portanto a autoridade maior a quem ele deveria comunicar o estado de coisas – permanente – em Batalha.

A cobrança de Bahia Boiadeiro, ainda que me pareça injusta em relação ao governador Renan Filho, exige explicações do senador nesta imitação de Divaldo Suruagy.

 

Ricardo Mota, TNH1


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