22 de Nov de 2017
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Exame detecta precocemente o câncer de mama, aumentando as chances de cura

Por: Igor
21 de Out de 2017
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Os municípios devem ampliar a oferta dos exames de mamografia bilateral, como forma de realizar o diagnóstico do câncer de mama precocemente e, desse modo, aumentar as chances de cura dos pacientes. A orientação é de Carmen Nascimento, coordenadora do Programa de Saúde da Mulher da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), que durante este mês está desenvolvendo diversas ações em alusão ao Outubro Rosa.

Carmen Nascimento salienta que os municípios estão seguindo a rotina de rastreamento mamário normalmente. No entanto, é necessário que eles aumentem a oferta desses exames durante o mês de outubro, por ser dedicado à busca ativa de casos de câncer de mama.

“Temos muitas mortes que poderiam ter sido evitadas, caso a paciente tivesse feito o rastreamento em tempo oportuno. Por isso, estamos solicitando que os municípios incrementem essas ações, com o intuito de que seja feita a busca ativa nas mulheres, principalmente na faixa etária entre 50 a 69 anos, pois a incidência do câncer de mama aumenta progressivamente”, evidencia a coordenadora.

Em 2016, a Sesau assegurou na Programação Pactuada Integrada da Assistência (PPI-AL) a realização de 50.435 mamografias de rastreamento (mulheres assintomáticas na faixa etária de 50 a 69 anos) em todo o Estado. Do total pactuado, os municípios realizaram, até julho deste ano, 17.928 mamografias, com um alcance de meta de 35,54%.

“A mamografia é o instrumento que permite a detecção precoce do câncer, pois mostra lesões em fase inicial, ainda muito pequenas, medindo milímetros. Se diagnosticado e tratado precocemente, os resultados são razoavelmente bons”, garante. No Brasil, o diagnóstico ainda é feito em estágios mais avançados da doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o de mama é a segunda maior causa de morte de mulheres no País.

De acordo com Carmen Nascimento, evitar a obesidade, por meio de dieta equilibrada e prática regular de exercício físicos, são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama, porque o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença.

Como sintomas, a coordenadora do Programa de Saúde da Mulher da Sesau alerta que podem surgir alterações na pele que recobre o seio, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante à casca de laranja. Secreção no mamilo também é um sinal de alerta. O sintoma do câncer palpável é o caroço no seio, que pode ser acompanhado ou não de dor. Podem também surgir nódulos perceptíveis na axila.

Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total dos casos, mulheres com história familiar de câncer de mama, especialmente se uma ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) tiveram a doença antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver o câncer. A recomendação da técnica do Programa de Saúde da Mulher da Sesau é que esse grupo deve ser acompanhado por médico a partir dos 35 anos.

Laço Rosa

O alerta para a técnica de enfermagem Silvia Maria Gomes, de 54 anos, veio durante o autoexame, em 2011. O carocinho no seio esquerdo chamou sua atenção, mas não causou desespero. Jovem, sem casos de câncer na família, ela sempre manteve hábitos saudáveis, com exercícios e dieta adequada. Nada indicava estar no alvo do câncer de mama. Preocupada com a saúde, ela submeteu-se à mamografia e ao exame de ultrassonografia sem peso na consciência.

Dias depois, ao ouvir do especialista que aquela ondulação mamária era um tumor, e que seria necessário extrair a mama, Silvia Maria Gomes caiu no chão do consultório. “Quando descobri a doença, logo pensei na morte. Fiquei angustiada e ao mesmo tempo desesperada, como se tudo já estivesse acabado. Foi muito difícil, mas recebi o apoio incondicional da minha família e amigos que me aguardavam do lado de fora”, disse.

Ao iniciar o tratamento, teve que ter disciplina e enfrentar o sacrifício. A rotina seria subordinada ao horário dos remédios, e a agenda às sessões de tratamento no hospital. Ela teria de receber as drogas das 12 quimioterapias por meio de um cateter que já estava implantado no lado direito do tórax. Sentiria náuseas, ficaria cansada e estressada. Os cabelos cairiam. Sua pele e sua carne seriam literalmente queimadas nas sessões das 30 radioterapias. Durante algum tempo, que ainda não era possível definir, a vida ficaria em suspenso, na dependência do resultado de exames minuciosos e invasivos.

Reconstrução

De acordo com Silvia Maria Gomes, a decisão em não fazer a reconstrução mamária surgiu logo após ela postar uma foto em sua linha do tempo no Facebook, que mostrava mãe e filha segurando uma rosa vermelha próximo do local da extração da mama. Não imaginava que a ideia fosse receber tantas curtidas entre os amigos, que também inundaram a seção de comentários com as mais diversas mensagens.

A técnica de enfermagem sentiu palpitar uma veia para comunicação até então desconhecida. “A primeira coisa que eu pensei foi: quero chamar a atenção das pessoas, por meio de palestras gratuitas, que existem vários tipos de beleza sem a reconstrução mamária. Sou linda e feliz desse jeito tão meu, próprio”, contou ela, entusiasmada.

Segundo Sílvia, é fundamental que todas as mulheres que passam por esse processo possam sentir orgulho de si mesmas. “Não sinta vergonha do seu corpo. Seja livre e tenha poder sobre ele”, aconselha. Totalmente curada, ela reforça, ainda, que “é preciso aprender a banalizar um pouco o peito, pois ele não pode, em hipótese alguma, ser um grande tabu em nossa vida. O amor-próprio é a melhor das receitas para a felicidade, pois é valorizando que nos cuidamos e ficamos prontos para os desafios que a vida nos impõe”, concluiu.

 

Agência Alagoas


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